O quarto domingo do Advento nos coloca já nas portas do Natal, contemplando a Mãe da Esperança, aquela mulher forte como afirmou São Paulo VI, na Marialis Cultus, que por seu sim dado ao Deus da Vida mudou a face da história. Às vezes não percebemos a grandiosidade do gesto libertador e transcendente do seu sim, manifestado com confiança e abertura total a Deus.
Compreendemos o que queria ensinar Santo
Agostinho, quando afirmou que Nossa Senhora concebeu antes no coração pela fé que no seu ventre. Pensamos de forma reducionista que deve ter sido um ato de obediência automático, ou uma inspiração irresistível e induzida, no entanto começava nela uma nova história num sim certamente amoroso e sincero, mas livre e aberto aos riscos da situação e perplexidades que ia encontrar nas pessoas que a cercavam. Ela nos anima e nos encanta porque é a Virgem do Caminho que anda com passo seguro para a frente e passando na frente, carregando sempre seu Filho Nosso Salvador oferecendo-o e apresentando-o
